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:: Inovação e Criatividade

Mercado interno dá impulso à inovação automotiva

Brasil Econômico - 04/02/2010

A crise internacional e o fortalecimento do real em relação ao dólar derrubaram as exportações de veículos brasileiros no ano passado. E é quase unanime entre especialistas a avaliação de que o país não voltará tão cedo - se é que voltará -, a ocupar o espaço perdido lá fora.

A queda dos embarques, porém, não significa que o Brasil tenha perdido importância no cenário internacional da indústria automotiva. Pelo contrário.

Recordista de vendas e produção em um mundo em recessão, o país saltou do banco de passageiro para o do motorista e deverá ser um dos mercados a ditar o ritmo de lançamentos e tendências nos próximos anos.

"A concorrência está cada vez mais acirrada e é importante o Brasil não perder a oportunidade de desenvolver suas engenharias para inovarmos em novas tecnologias.

O país não pode ser coadjuvante, mas sim protagonista dessa nova ordem mundial", disse o diretor de assuntos institucionais da Ford para a América Latina, Rogélio Golfarb.

Mesmo com toda a dificuldade, o país passou de mercado alternativo para mercado atrativo. Não é à toa que, se há 20 anos predominavam no Brasil as "carroças" de Fernando Collor, hoje o consumidor brasileiro tem bem mais opções que as tradicionais GM, Fiat, Ford e Volkswagen.

Um enorme número de fabricantes foi atraído. Ao longo do território, segundo levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), há no Brasil 25 montadoras que detêm 49 fábricas.

Gosto refinado

Atento à sofisticação do mercado, o consumidor brasileiro médio também tem se tornado mais exigente. É uma mudança que impulsiona o desenvolvimento de novas tecnologias e a incorporação, mesmo em veículos mais baratos, de outras já maduras lá fora, mas antes indisponíveis aqui.

"A indústria está constantemente buscando fugir da commoditização no segmento de populares, que responde por mais da metade das vendas no país", diz Francisco Nelson Satkunas, conselheiro da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).
Entre as tendências que orientam o desenvolvimento de novas tecnologias estão a onda verde, em nível mundial; a demanda por espaço interno e no bagageiro, mesmo em modelos compactos, e o maior volume de tecnologias embarcada.

Na GM, por exemplo, um dos focos de trabalho está no desenvolvimento de motores flex com materiais mais leves, como o alumínio, diz Jaime Ardila, presidente da montadora para o Brasil e a América Latina.

A troca de materiais por outros menos pesados tem como princípio a redução de peso e, em consequência, do consumo de combustível. "Cada 70 kg que se tira de um carro permite reduzir o consumo em até 6%", afirma Satkunas.

Para o gerente de design da Volkswagen do Brasil, Luiz Alberto Veiga, o que irá ditar o desenvolvimento automotivo no futuro próximo é o nível de tecnologia para ajudar a dirigibilidade do veículo.

"Já há estudos de sensores que ajudam a estacionar o veículo, ou que deem distância entre os carros. Isso tudo está em pauta no novos modelos", disse.

Além disso, um carro compacto mais eficiente também entra nas discussões dos engenheiros automotivos. "É um carro mais leve e consequentemente mais econômico."
A questão do compacto é uma das preocupações da Fiat. O diretor de marketing de relacionamento e publicidade, João Ciaco, disse que tanto o carro menor quanto a escolha de materiais mais recicláveis e mais leves são aspectos de interesse do consumidor.

"Criamos um site, o Fiat Mio, para receber sugestões para um carro conceito. E as ideias giram em torno da utilização de materiais recicláveis e combustíveis alternativos."
 

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