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:: Gestão e Tecn. da Informação

Com as próprias pernas

Estado de Minas – 03/01/2010

Seis empresas concluíram em 2009 o processo de preparação na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Informática de Belo Horizonte (Insoft-BH) gerida pela Sociedade Mineira de Software - Fumsoft voltada para tecnologia da informação e softwares. Essas empresas começam
agora nova fase. Uma vez constituídas e consolidadas, passam a caminhar com as próprias pernas: com sedes, pessoal e recursos próprios.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ( Sebrae), 80% das empresas fecham as portas no Brasil antes de completar o primeiro ano de funcionamento. Já as empresas que passam pelo processo de incubação, a taxa de mortalidade é reduzida a 20%.

Para o presidente da Insoft-BH, Welington Teixeira Santos, “esses dados mostram como a incubadora é importante para o desenvolvimento econômico, pois ajuda a criar empresas mais sólidas para o mercado”. Durante os 13 anos de existência da Insoft-BH, passaram pela incubadora 30 empresas, conforme Welington Santos, e todas continuam no mercado.  Algumas mudaram de produto, mas a base sólida favoreceu a permanência.

“A Insoft-BH tem uma incubadora de base tecnológica, cujo mercado representa 70% de empresas de inovação. Foram 13 anos para melhorar a longevidade das empresas e a qualidade de geração de retorno para a sociedade. Focamos mais a qualidade do que o volume. Nosso espaço define também o número de empresas que passam a funcionar na incubadora. Temos todo um trabalho anterior. A incubação é, no mínimo, um terceiro estágio. antes de serem incubadas, as propostas passam por vários filtros. Não é qualquer ideia ou projeto que passa pela banca para aprovação ou não”, explica Welington.

A incubadora abriga um público bastante eclético: pessoas já graduadas, ou pós-graduadas, aquelas que trabalharam em grande empresas e resolveram criar negócio próprio. E até mesmo experientes aposentados, como um grupo de ex-funcionários da Cemig que montou uma empresa baseada nos conhecimentos do setor energético.

O primeiro passo para quem quer abrir um negócio baseando-se na incubadora é conhecê-la. Ela poderá ajudar o cliente a escrever um plano de negócios, a avaliar se o produto tem mercado, a demanda, se há algum similar. A incubadora aporta consultores de apoio, em alguns casos. Não se trata apenas de um lugar onde a empresa incubada reside como meio físico, há todo um berço, um ninho de possibilidades para a criação. Para obter informações, há várias portas de entrada, site, telefone, email, visitas pessoais.

Uma boa ideia não basta para ter lugar garantido numa incubadora: “Muitas vezes, a pessoa tem uma grande ideia e não sabe construir, escrever um plano”, explica Welington. O empreendedor tende a ser mais técnico na apresentação do produto e, apesar de ter sido o criador, não entende muito a visão do outro lado, do marketing, mercado e gestão. Para o presidente da Insoft-BH, isso é gravíssimo, todo o processo é fundamental na concepção do objetivo de ser empresa. “Muitos projetos bons, ideias excelentes de produtos, morrem porque falta esse outro lado.”

O importante é a criação e consolidação de uma empresa que deve estar apta a perceber que determinado produto não se adaptou ao mercado e pode migrar para outro segmento. No caso da Insoft-BH, para os pré-incubados, não há custos. Quando a empresa passa para o estágio de ser incubada e começa a faturar, há uma taxa para ajudar nas despesas e o novo empreendedor tem disponível toda a infraestrutura física, como papel, secretária, fax, internet, telefone, além do apoio técnico.
 

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