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Chemtech: inovadora de ponta a ponta

Tatiana Moraes



Não foi à toa que a Chemtech, consultoria e prestação de serviços em engenharia e tecnologia da Informação, venceu o prêmio de Empresa Mais Inovadora do Brasil 2009, da revista Época Negócios. Fundada em 1989 por três jovens engenheiros químicos com mestrado em curso – Geraldo Rochocz, diretor de Pesquisas e Desenvolvimento, Luiz Eduardo Rubião, diretor-geral e João de Deus Fernandes, que deixou a sociedade – a Chemtech já nasceu para solucionar problemas desafiadores.

O primeiro deles, o de sobreviver no mercado, foi totalmente superado: o trabalho desenvolvido pela Chemtech foi tão surpreendente que em 2001 o grupo alemão Siemens adquiriu a empresa. A cifra não foi revelada. Sabe-se, porém, que o montante foi alto. O motivo? Além dos produtos inovadores, o capital intelectual da empresa chama a atenção. São jovens vindos das melhores faculdades do país, comprometidos com a Chemtech e antenados às novidades do mercado.

O modelo da aquisição foi uma das provas de que na empresa as pessoas fazem toda a diferença. A Siemens tem o controle do capital. A gestão do pessoal, entretanto, permaneceu com os fundadores. São eles os principais responsáveis pela dedicação dos empregados.

O clima organizacional e o desempenho no mercado renderam diversos prêmios. Somente em 2009, a Chemtech conquistou quatro excelentes colocações em rankings de melhores empresas para se trabalhar. Entre elas, o segundo lugar na América Latina, pelo Great Place to Work Institute.

“O ambiente de trabalho é favorável à criatividade e à participação dos funcionários em diversas frentes. O comprometimento é consequência”, disse Geraldo Rochocz.

O investimento na capacitação de quem trabalha na Chemtech também comprova o reconhecimento dos colaboradores, cerca de 1,3 mil pessoas espalhadas pelas unidades de Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Vitória e Rio de Janeiro, onde está instalada a matriz. Aproximadamente 4% do faturamento anual é destinado à qualificação.

De acordo com o sócio-diretor, a empresa sempre financiou – parte ou integralmente – a pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado dos empregados. Em 2006, entretanto, a Chemtech foi além e inaugurou a Universidade Corporativa Chemtech (UCC), que oferece cursos in-company, presenciais e à distância.

A ação auxiliou para que o índice de funcionários com diploma de curso superior e especialização chegasse a 61,5%. Do restante, 33% possuem superior incompleto – a maioria composta por estagiários.

O aporte em pesquisa e desenvolvimento é outro ponto a ser levado em consideração. Em média, 3% da receita é investida em inovação todos os anos.


Retorno garantido - Apostar em qualificação e melhoria contínua tem dado resultado. Apesar de o faturamento da Chemtech não ter sido informado, Rochocz confirmou que a receita duplicou entre 2007 e 2008. Para o futuro, as previsões continuam otimistas. Segundo ele, a expectativa é de que haja um salto de 200% nos próximos dois anos.

Para atingir a meta, os produtos e serviços estão sempre um passo à frente da concorrência. Prato cheio para os clientes, grande parte já fidelizada, como a Petrobras.

Os projetos de Enviromental System (ENV), que monitora as condições meteorológicas e oceanográficas no entorno da plataforma de petróleo, e o Positioning System (POS), responsável pelo monitoramento da posição e movimentos da embarcação, da parceria entre a Chemtech e a Petrobras.

No início da década de 1990, a Chemtech desenvolveu o software PetroNav, utilizado no sistema POS, e alguns anos mais tarde, o software Sismo, responsável pelo sistema ENV. Ambos foram baseados em especificações da companhia. Hoje, quase 20 anos depois, esses projetos são considerados referências nas áreas de software, hardware e logística.

Pesquisa e desenvolvimento – É na área de Pesquisa e Desenvolvimento que os grandes projetos da Chemtech ganham vida. Criado em 2008, o setor nasceu em função da conquista de dois projetos junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Atualmente, o departamento trabalha em três frentes principais. Uma delas é a área de Coordenação de Projetos, que envolve seleção e gerência da formatação de ideias, incluindo as parcerias com universidades. No local, também são realizadas atividades de Gestão de Propriedade Intelectual e Gestão de Incentivos Fiscais, a aplicação da Lei do Bem.

O sócio-diretor ressaltou, entretanto, que as pesquisas e inovações não ficam restritas aos funcionários que trabalham no P&D. Pelo contrário. Na Chemtech as equipes de desenvolvimento são totalmente integradas. Desta forma, os empregados podem testar as tecnologias de um produto em outro, por exemplo e, assim, incrementar cada vez mais a carteira.

“Nosso princípio básico é a inovação. Levamos ao mercado produtos e serviços de ponta”, afirmou Rochocz. Mas não é somente à criação de novos produtos que se dedicam a equipes da Chemtech.

Ações diferenciadas de saúde e integração fazem parte do dia a dia da empresa. Na matriz existem espaços destinados a yoga, pilates, aeroboxe, jump e massoterapia, além de aulas de natação no mar com o nadador campeão pan-americano Luiz Lima e corrida de rua. Os funcionários têm, ainda, acesso à WebTV – com informações sobre a empresa -, classificados – em que eles podem divulgar compra, venda e aluguel de diversos produtos sem a necessidade de autorização prévia – e o “Fala Chemtecheano!”, um canal de comunicação no qual é possível publicar opiniões, eventos, histórias, experiências etc.

Cases

● A Chemtech já implementou o Enviromental System (ENV), que monitora as condições meteorológicas e oceanográficas no entorno da plataforma, em 19 unidades da Petrobras e o Positioning System (POS), responsável pelo monitoramento da posição e movimentos da embarcação, em 11 plataformas. A empresa foi responsável  por todas as etapas, desde o desenvolvimento do sistema até a compra, montagem e comissionamento dos equipamentos, além da instalação de sensores e suporte a bordo.

● Para a Brasil Foods (BRF), uma das maiores empresas nacionais do setor alimentício (conglomerado resultante da fusão entre Perdigão e Sadia), a Chemtech desenvolveu um sistema inovador para o comando de armazéns, o programa de controle e integração de equipamentos para conservação de produtos. Antes da entrega definitiva, o projeto passou por um teste de disponibilidade, que colocou o sistema em funcionamento durante 40 horas ininterruptas. O teste, feito em janeiro deste ano, registrou 98% de disponibilidade do projeto completo - a percentagem mínima exigida pela norma é de 97%.

● Uma das ferramentas mais inovadoras utilizadas pela Chemtech é o Computational Fluidodynamics (CFD), ou a Fluidodinâmica Computacional. Trata-se de uma simulação destinada à análise de fluidos como, por exemplo, a dispersão de gases tóxicos e inflamáveis em situações críticas em uma planta industrial.

Junto à Divisão de Projetos Especiais, a equipe da filial paulista encara os desafios da Fluidodinâmica Computacional para desenvolver estudos e projetos em diversos setores, inclusive na área esportiva. Além de oferecer uma forma de melhoria da performance de atletas, como facilitar o deslizamento de nadadores, a ferramenta pode contribuir para aumentar a eficiência energética e reduzir o consumo de energia dos estádios e ginásios.

Prêmios de 2009

. 2ª melhor empresa para se trabalhar na América Latina, pelo Great Place to Work Institute 2009

. 2ª melhor empresa para se trabalhar no Brasil, pelo Great Place to Work Institute 2009

. Melhor empresa para se trabalhar em TI e Telecom 2009

. Melhor empresa para se trabalhar no Rio de Janeiro 2009

. Empresa mais inovadora do Brasil 2009, pela Época Negócios



 

 

 

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