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Gestão e Tecnologia Industrial

Apagão de mão de obra? Hora de iluminar a competência

Magda Santos Costa

Psicóloga com especialização em Gestão Estratégica de Pessoas e Mestrado em Administração. Gestora de Recursos Humanos do Banco Bonsucesso e Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH-MG

A cada ciclo vivemos um tema “da onda”, e a bola da vez é o “apagão de mão de obra”. Mais uma vez o ideograma chinês, que descreve a crise como risco e oportunidade, ratifica  sua sabedoria. O lado bom desta história é que o pós-crise se abre com mais oportunidades ainda.

Se vai faltar mão de obra qualificada, o que é que estamos esperando? Tanto as áreas de gestão de pessoas, quanto os mais diversos profissionais das áreas de processos industriais, logística, engenharias diversas, projetos, saúde, meio ambiente e toda a infinidade de possibilidades. Os trabalhadores recém ingressos no mercado de trabalho  e os veteranos? O que estamos aguardando?
 
Carreira e mercado são processos dinâmicos, vivos e pulsantes. Hoje, todos nós sabemos que disputamos mercado com profissionais de todo o mundo e não mais com os que convivem conosco, na mesma cidade, estado ou país. Os processos de seleção, cada vez mais diversificados e dinâmicos, conseguem captar profissionais em qualquer lugar do mundo.

O Brasil, assim como outros países emergentes integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), vem atraindo muitos investimentos e uma das questões suscitadas por este crescimento é saber se temos profissionais qualificados para atendê-los. Todos sabemos que o nosso país negligenciou um dos pilares básicos para o crescimento e desenvolvimento econômico e social que é a educação. Como colher o que não foi plantado ao longo do tempo? Esta carência é visível quando buscamos profissionais para atuar em desafios no curto e médio prazo, que tenham habilidades humanas e capacidade técnico-gerencial.

Nossa sorte é que o movimento já está acontecendo, de forma modesta, mas acontecendo.

Muitas escolas de 1º. e 2º. Grau  estão trabalhando, em sala de aula,  conceitos ligados ao mundo do trabalho,  valores e comportamentos para desenvolver a habilidade para atuar em grupo, conceitos de cidadania, consciência ecológica, sustentabilidade, etc. Para a geração “z” provavelmente o  caminho será mais curto. Mas, e para os profissionais que já estão no mercado de trabalho a mais tempo?

De acordo com Alfredo Assumpção, em artigo publicado este ano, precisamos fazer um grande mutirão, incluindo governo e iniciativa privada, para minimizarmos o gap de capital humano necessário para fazer crescer o PIB brasileiro de acordo com as grandes oportunidades que se desenham no cenário. Temos que Educar para Sobreviver.

Mas até que este movimento se estruture e ganhe consistência, o que podemos fazer agora, no momento presente? Como as empresas conseguirão atrair novos talentos, reter e motivar  os colaboradores que já possui? E para a mão de obra disponível, como conquistar oportunidades no mercado de trabalho local e internacional?

As respostas  são simples, mas a solução não é fácil. A responsabilidade não pode ser atribuída somente às organizações e ao governo. Deve ser assumida por todos os personagens envolvidos, e especialmente  pelos próprios  profissionais.

Buscar crescimento, expandir e reaprender conhecimentos através de  cursos de curta, média e longa duração, aprender a trabalhar com metodologias validadas e certificadas, com resultados comprováveis para “iluminar novos caminhos”.

Analisar erros e corrigir os rumos, propor melhorias e inovar. Estas habilidades podem ser aprendidas e  desenvolvidas em qualquer tempo, desde que a “alma não seja pequena”.

Para isso, o único caminho é arregaçar as mangas e começar já, para  gerar mais “luz” às  habilidades e competências que poderão fazer toda a diferença na busca de novas oportunidades profissionais.




 

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