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:: Meio Ambiente

Esgotamento de recursos naturais é preocupação mundial

Comunicação Ietec

A possibilidade de esgotamento dos recursos naturais tem preocupado indústrias de todo o mundo. E não é para menos. De acordo com relatório anual da Organização Mundial do Comércio (OMC), divulgado no final de julho (2010), em Xangai, os recursos naturais representaram 24% - ou US$ 3,7 trilhões - do total comercializado em todo o mundo em 2008.

Ainda segundo o relatório, embora o volume comercializado nos últimos anos tenha crescido a passos lentos, o valor das negociações de recursos naturais, em dólares, tem registrado aumentos de aproximadamente 20% ao ano. Além disso, como algumas matérias-primas não são renováveis, os países ricos em recursos naturais geralmente limitam as exportações por meio de tributos ou de restrições quantitativas.

As imposições, conforme afirmou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, durante a apresentação do documento, criam um cenário tenso. Para evitá-lo, a instituição ressalta a necessidade de cooperação dos países na comercialização das matérias-primas para garantir a gestão sólida dos recursos e o ganho mútuo para as nações. Ele enfatizou, entretanto, que também são necessárias regras adequadas e medidas para conservar os recursos naturais.

O gerente de meio ambiente da VDL Siderurgia, Lauro Guimarães Pereira, concorda. Segundo ele, que é especialista em Engenharia Ambiental Integrada pelo Ietec, desenvolver e implantar sistemas integrados para a reutilização dos recursos naturais é uma das ações que contribuem para preservação das matérias primas.

Conforme explica, a VDL siderurgia, sediada em Itabirito (MG), utiliza sistemas de recirculação de recursos hídricos para resfriamento de alto forno – na produção de gusa – e para o tratamento térmico – na fundição. Além disso, a empresa trabalha com beneficiamento de escória. “Ao invés de encaminhar os resíduos do alto forno para um aterro, a escória é utilizada na recuperação de estradas, como manta de drenagem”, afirma.

Ainda de acordo com Pereira, está em fase de estudos a reutilização da areia industrial usada na fundição para a produção de blocos e artefatos de concreto. De acordo com ele explica que a alta concentração de aditivos e ligantes na areia limita o uso do produto, que geralmente é destinado a depósitos de descarte. “Em proporções menores, o uso da areia não é tóxico e será ser aceito pelo mercado. Deixa de ser resíduo e passa a ser matéria-prima. Estudamos a utilização de 8% a 12% do produto nos artefatos”, adianta.

 

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