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:: Gestão e Tecnologia Industrial

Odebrecht prepara inventário de emissões

Elisa Campos

Jornalista

Época Negócios

Num setor muito combatido pelos ambientalistas, a preocupação com a sustentabilidade vem ganhando importância para as empresas da construção civil. As medidas para enfrentar o aquecimento global começam a fazer parte do debate corporativo do setor. A construtora Odebrecht promete concluir até o final deste ano seu primeiro inventário de emissões de gases do efeito estufa.

Na esteira de um debate mundial cada vez mais complexo e polêmico, a companhia brasileira resolveu mapear qual é o exato impacto de suas emissões. “Primeiro, vamos analisar os resultados do levantamento e avaliar quais de nossas atividades são as principais responsáveis pelas emissões. Depois, vamos estudar maneiras para reduzi-las”, afirma Sergio Leão, diretor de sustentabilidade da Odebrecht. Por enquanto, no entanto, a empresa não tem uma meta de corte estabelecida.

Apesar de ter iniciativas para a preservação ao meio ambiente desde 1994, a diretoria de sustentabilidade da Odebrecht foi inaugurada recentemente, em 2009. Hoje, o projeto do inventário das emissões se soma a outras iniciativas realizadas com o intuito de minimizar o impacto ambiental dos empreendimentos da companhia. Atualmente, a Odebrecht gasta de 5% a 10% do valor de cada obra em que participa como construtora em ações de sustentabilidade. Nas construções em que também é sócia , o percentual sobe para de 10% a 15%.

Um dos grandes esforços feitos atualmente pela Odebrecht é diminuir ao máximo a área necessária para os canteiros de obra. Em alguns casos, os empreendimentos da empresa chegam a ocupar 100 hectares. Ainda no intuito de economizar recursos, a construtora mantém o monitoramento via satélite de seus veículos, o que permite o aperfeiçoamento da logística da operação e o uso de menos combustível. Em termos de reaproveitamento de recursos, cerca de 50% dos resíduos sólidos produzidos nas obras da Odebrecht são reciclados.

Em obras de alto impacto ambiental e social, como a construção de uma hidrelétrica, os cuidados precisam ser redobrados. “É preciso integrar as obras à região, tornar o processo mais transparente, evitando conflitos e beneficiando mais pessoas”, diz Leão.

Para a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, por exemplo, a Odebrecht criou o programa Acreditar, com o objetivo de suprir a falta de mão-de-obra na região. O projeto dá cursos de capacitação para atividades como ajudante de civil, pedreiro e carpinteiro, entre outros. Ao todo, 11,5 mil trabalhadores passaram pelo programa e cerca de 80% dos contratados para a obra participaram dos cursos de capacitação.

Entre as iniciativas mantidas pela construtora está também o Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável, voltado a estudantes de graduação em engenharia, agronomia e arquitetura. O evento premia os cinco melhores projetos de soluções sustentáveis apresentados. Os autores e orientadores vencedores ganham R$ 20 mil cada. As inscrições para a edição deste ano podem ser feitas até 8 de agosto pelo endereço www.premioodebrecht.com/brasil. A premiação também ocorre na Venezuela, Peru, Angola e República Dominicana.

Copa do Mundo

O Brasil pretende realizar a primeira Copa Mundo verde da história em 2014. O financiamento das obras dos estádios pelo BNDES incluirá, inclusive, uma série de exigências a respeito das construções. A Odebrecht, por ora, fechou a participação na demolição e construção do estádio da Fonte Nova, em Salvador, e na construção da nova arena de Recife. A participação em outros projetos ainda está na fase de definição.

“Existe uma série de aspectos sendo considerados para essas obras, como o uso de energia solar e de plástico verde, ao invés do plástico proveniente do petróleo”, afirma Leão.

Algumas atitudes em prol do meio ambiente, entretanto, já estão definidas. A demolição da Fonte Nova deve gerar 29 mil metros cúbicos de concreto. O material será reaproveitado na construção da nova arena e em outras obras de Salvador e Região Metropolitana, já os metais retirados da obra serão encaminhados como matéria-prima para a indústria siderúrgica.

Outra decisão já tomada foi a adoção de tipo de estrutura na cobertura que irá reduzir o consumo de aço entre 30% e 40%. O empreendimento também terá sistema de reuso do esgoto tratado, aproveitamento da água da chuva e reciclagem do lixo gerado. (Agosto / 2010)

 

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