DIRETRIZES PARA O MONITORAMENTO AMBIENTAL CONTÍNUO E MANUTENÇÃO DO DESASSOREAMENTO DA LAGOA DA PAMPULHA

 Especialista em Gerenciamento de Recursos Hídricos

 O crescimento populacional e econômico somado às condições ambientais de cada região podem gerar inúmeros problemas relacionados à água, como a restrição de sua disponibilidade e a poluição das águas por carência de saneamento. Torna-se necessário a otimização da gestão dos recursos hídricos, mediante um planejamento integrado que envolva as diversas esferas do poder público, privado e sociedade civil. A gestão dos rios, lagos e reservatórios deve ser concebida no âmbito de sua bacia hidrográfica, sendo esta a unidade de planejamento onde estão inseridos. Os reservatórios situados em zonas urbanas estão particularmente sujeitos a sofrerem diversos tipos de impactos antrópicos e o reservatório da Pampulha, localizado em Belo Horizonte, não foge a essa regra (PINTO-COELHO et al., 2012). Nos últimos anos, a Prefeitura de Belo Horizonte se comprometeu com um amplo projeto de recuperação e revitalização deste reservatório, cujas ações envolvem, dentre outras, o desassoreamento da represa. Por meio de revisões bibliográficas e análise de documentos técnicos, este trabalho aborda o processo de assoreamento dos seus cursos d’água e as diretrizes de monitoramento ambiental como métodos de análise e mitigação das degradações presentes na bacia estudada. Tais métodos exigem técnicas de gerenciamento de projetos múltiplos, que se fazem necessários serem implantados simultaneamente. A interpretação de dados disponíveis em estudos e relatórios produzidos no decorrer dos Serviços de Desassoreamento do Reservatório da Pampulha no biênio 2013-2014, possibilitou estimar os volumes de aporte de sedimentos para a represa em determinados períodos. Destacam-se os relatórios de batimetrias realizadas antes, durante e após as intervenções do desassoreamento. Ademais, o trabalho sugere também refletir sobre possíveis influências que atuam na produção e aporte de sedimentos na bacia hidrográfica da Pampulha, associando indicadores tais como obras de movimentação de terra, crescimento demográfico, erosões, dentre outras contribuições inerentes ao uso e ocupação do solo da bacia.

 

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