Estoques e a vantagem competitiva para a organização

Comunicação Ietec

Gerentes de produção têm atitudes ambivalentes em relação a estoques. Se, por um lado, estes  canalizam considerável quantidade de capital, por outro, proporcionam segurança em um ambiente complexo e cada vez mais incerto.

Sabe-se que é um risco manter grandes quantidades de itens estocados. Muitos deles podem se perder ou se tornarem absoletos. No entanto, manter itens em estoque, podem garantir pronto atendimento às demandas, quer sejam dos consumidores, quer sejam da própria organização.
 
Um eficiente setor de estoque tem como característica principal a eliminação dos excessos de materiais sem comprometer a disponibilidade da matéria-prima. O planejamento de um setor como este leva em consideração os preceitos da administração de materiais que, desde a década de 80, vem sendo gradativamente incorporada pelos gestores de micros a grandes empresas.
 
O grande dilema de gestores e demais profissionais é: manter ou não estoques? Apesar dos custos e de outras desvantagens associadas à sua manutenção, não há dúvidas acerca da sua importância entre fornecimento e demanda.
 
Todas as empresas, de uma forma ou de outra, procuram obter vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, e os estoques, se bem administrados, podem facilitar a obtenção desta vantagem.
 
Para o mestre em Engenharia da Produção, Roberts Reis, o aumento da rotatividade dos estoques e do nível de serviço está proporcionalmente ligado a um bom resultado operacional. Isto pode ser traduzido em números. Empresas que otimizam a gestão de seus estoques conseguem diminuir entre 40% e 65% o tempo de seus ciclos financeiros. Isto significa disponibilidade de capital dois a três meses mais cedo, em relação às outras empresas.
 
“É importante observar que o planejamento de estoques tem ganhado cada vez mais o status de ‘estratégico’ em uma empresa”, afirma o analista de Planejamento e Materiais da V&M do Brasil, Hedison Damasceno. Para ele, não existe mais espaço para os modelos de gestão aplicados antigamente, onde o setor era visto como operacional e de valor secundário.
 
Adriano Alves, supervisor de almoxarifados da AutoForjas, empresa do grupo CIE Automotive, responsável pelo fornecimento de componentes e subconjuntos automotivos, garante que as metodologias e técnicas para a organização e otimização da área de estoque foram fundamentais para a sua valorização: “O que antes parecia ser complicado de conduzir tornou-se gerenciável. Isto envolve novas práticas de trabalho e a aceitação das novas ações por parte de toda a organização”.
 
O planejamento de estoques quando bem feito garante uma expressiva redução de custos para a empresa com a manutenção dos estoques em sua estrutura. Por meio dele, é possível planejar, executar e controlar o fluxo de material.
 
Roberts Reis, que também é instrutor do Ietec, afirma que, diante do atual cenário, os profissionais necessitam estar preparados para a elaboração adequada de seus estoques, de modo que este planejamento corresponda às necessidades estratégicas das empresas.