Você conhece os impactos ambientais de sua empresa?

Comunicação Ietec

Todos os anos são despejados na atmosfera cerca de 50 bilhões de toneladas de CO2, resultado da atividade industrial e de indivíduos. Hábitos de consumo, utilização de energia para a produção em grande escala são algumas das ações que colaboram para o preocupante quadro das mudanças climáticas. Logo, a reversão deste cenário está intrinsecamente ligada a uma postura pró-ativa de toda a sociedade.

O inventário de emissão de gases de efeito estufa permite às empresas conhecerem qual o impacto ambiental direto e indireto de suas atividades. Uma vez detectado o problema, pode-se traçar um caminho de redução à emissão de gases poluentes.
 
Conhecer as emissões de gases de efeito estufa hoje é vital para o futuro dos negócios. Atitudes pró-ativas, através de metas voluntárias de quantificação, redução e neutralização da emissão de gases poluentes que aumentam o efeito estufa, contribuem não somente para o desenvolvimento sustentável do planeta, mas, também, para a competitividade nos negócios. Ao reduzir o desperdício com emissões de gases nocivos, as empresas reforçam o seu comprometimento com o meio ambiente e também com a sociedade.
 
“Não podemos ignorar o impacto positivo de um inventário como este. Ao adotar esta estratégia, as empresas assumem um importante papel perante o meio ambiente sem deixar de lado as oportunidades do mercado de carbono. Ou seja, investir em meio ambiente pode gerar lucro sim”, garante o gerente de projetos da MundusCarbo Soluções Ambientais e instrutor do Ietec, Henrique de Almeida Pereira.
 
Na corrida pela redução das emissões de gases de efeito estufa, empresas precisam investir na capacitação de seus colaboradores. Mais ainda. Conscientizá-los sobre a importância da atuação individual de cada um na busca pelo desenvolvimento sustentável.
 
Uma das maiores empresas do setor de papel do Brasil, a Celulose Irani, foi a primeira empresa do país a certificar seu inventário de gases de efeito estufa de acordo com a norma internacional ISO 14.064. Em 2006, a Celulose Irani emitiu 102 mil toneladas de carbono. Em 2007, a industria retirou da atmosfera 638 mil toneladas. Suas atividades são consideradas carbono-neutras, já que a Irani retirou mais carbono da atmosfera do que emitiu.
 
A remoção de gases poluente só foi possível em função do grande volume de florestas plantadas aliado a geração de energia limpa. Do total de energia consumida pelas atividades da industria, 81% é de geração própria, proveniente de três hidroelétricas e duas termoelétricas à base de biomassa. Em 2005, com o projeto de co-geração de energia, a Irani foi a primeira empresa do setor de papel e celulose do Brasil e a segunda no mundo a ter créditos de carbono emitidos e comercializados pelo Protocolo de Kyoto.

O inventário de carbono da Celulose Irani seguiu as orientações da norma ISO 14.064, GHG Protocol e IPCC 2006 Guidelines for National Greenhouse Gases Inventories. “A política ambiental das empresas precisa seguir as normalizações e protocolos instituídos. Por isto é importante que gestores busquem a atualização destes temas. Um deles é o Global Report Initiative (GRI), um dos modelos de apresentação de relatórios corporativos de responsabilidade socioambiental”, explica Pereira.
 
Outro objetivo do inventário, além de orientar a redução do impacto ambiental, é procurar identificar oportunidades de novos projetos de geração de créditos de carbono. “Buscamos com a certificação dar confiabilidade e credibilidade às informações e estratégias da empresa, manter um controle padronizado do inventário, proporcionando uma gestão mais eficaz do balanço de carbono”, diz Péricles Pereira Druck, Diretor Superintendente da Celulose Irani.
 
A ArcelorMittal Tubarão também se destaca na busca pela compensação e neutralização de gases nocivos a meio ambiente. Foi a primeira siderúrgica a obter, em 2006, junto à Organização das Nações Unidas (ONU), o registro para a comercialização de créditos de carbono. Nesse caso, trata-se de um projeto de geração de energia elétrica a partir da recuperação do gás gerado na aciaria da ArcelorMittal Tubarão durante a produção de aço. Ao longo de 10 anos, esse processo evitará a emissão de aproximadamente 500 mil toneladas de CO2 - principal gás do efeito estufa - na atmosfera.
 
A ArcelorMittal Belgo desenvolve três projetos de MDL, associados ao uso de biomassa renovável: o início de produção, em 2007, de dois altos-fornos a carvão vegetal na unidade localizada em Juiz de Fora (MG), o Programa Produtor Florestal - que prevê a formação de florestas de eucalipto e manejo florestal por parte da ArcelorMittal Brasil Florestas juntamente com produtores locais - e a construção de Unidades de Produção de Carvão. Esses projetos podem reduzir as emissões em 10 milhões de toneladas de CO2, entre 2008 e 2015, além de gerar emprego e renda para a comunidade local da Zona da Mata de Minas Gerais.