Acidentes ambientais: sua empresa está preparada para preveni-los?

Comunicação Ietec

Poluição do ar, contaminação do solo e dos recursos hídricos, danos à fauna e flora e destruição de ecossistemas. Estas são as principais conseqüências dos acidentes ambientais que se caracterizam por um acontecimento inesperado que pode causar, direta ou indiretamente, danos ao meio ambiente.

Apesar dos avanços tecnológicos empregados na indústria e do fortalecimento da visão sustentável nas organizações, o número de acidentes ambientais é preocupante. Em 2008, o número de atendimentos a emergências ambientais somente em Minas Gerais quase dobrou em relação ao ano anterior.

De acordo com documento divulgado pela Gerência de Emergência Ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente, foram realizados 117 atendimentos a acidentes com impactos ambientais em todo o Estado. Em 2007, foram 62.

Para a engenheira química e integrante da Society for Risk Analysis (USA), Elizabeth Nunes Alves,
um dos prováveis motivos para o aumento de acidentes ambientais é o aumento na produção. Quanto mais atividades perigosas se realiza, quanto mais produtos perigosos são transportados e transferidos, maior é a chance de algo dar errado, apesar dos controles e tecnologias existentes. Porém, ela chama atenção para a identificação de riscos por parte das empresas.

“A identificação de riscos é realizada no início da gestão ambiental e deve periodicamente ser revisada sempre que houver mudança no processo de produção, na planta industrial ou em algum procedimento operacional. Saber antecipadamente o que pode dar errado nos força a correr na direção do preparo e controle da situação”, afirma Nunes, que também é instrutora do Ietec.

A gestão do conhecimento de risco passa pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e pelo Plano de Ação de Emergência (PAE). Trata-se de ferramentas de gestão ambiental estruturadas, com requisitos e orientações gerais para a prevenção e controle de acidentes. “O PGR está voltado para a prevenção das falhas, enquanto que o PAE está mais voltado para o controle de uma emergência, isto é, quando o evento indesejável já ocorreu”

No entanto, “para que tais ações sejam, de fato, eficientes, a intervenção da cultura organizacional é fundamental”. É o que afirma Elisa Diniz Reis, analista de Meio Ambiente da Petrobras. Para ela, o investimento em tecnologia, aliado ao cuidado com a formulação de programas de riscos e capacitação profissional são decisivos para a minimização das ocorrências.

O treinamento, na avaliação de Elizabeth Nunes, é também uma importante ferramenta para uma gestão ambiental eficiente: “Os profissionais da área de segurança ambiental, em geral, são muito entusiasmados com a questão, mas eu vejo que muitas organizações ainda não valorizam esses profissionais da forma que deveriam”.

Wander Amâncio Teles, engenheiro de segurança da Celibra, também reafirma a importância dos treinamentos para o sucesso da implantação de programas de riscos de acidentes ambientais. “A participação de profissionais em programas de treinamento são de fundamental importância. No meu caso, muitas das abordagens discutidas durante o treinamento foram aplicadas na minhas atividades”, garante.

Portanto, para o profissional envolvido nesta área, o melhor é estar bem preparado tecnicamente. “Daí a importância do treinamento que garante mais embasamento aos programas de segurança e, conseqüentemente, melhores resultados”, conclui Elizabeth Nunes.