Atualmente, muitos donos de animais consideram a ideia de utilizar o AirTag Apple para rastrear gatos e cachorros. Embora seja uma solução funcional, essa prática é improvisada, pois o dispositivo não é especificamente destinado a essa finalidade.
Por outro lado, os rastreadores próprios para pets geralmente são mais caros e demandam a assinatura de serviços para acesso ao GPS em nuvem.
Para se ter uma ideia, comparando os custos, um rastreador específico para pets pode custar até quatro vezes mais que um AirTag, sem considerar a assinatura necessária.
Dessa forma, para quem já possui um iPhone, o AirTag é uma opção mais econômica, custando menos de R$ 200 no Brasil. No entanto, surge a questão: será que esse método é realmente eficaz?
Por vezes é necessário rastrear animais de estimação “fujões” – Imagem: Shutterstock/reprodução
Como funciona o AirTag Apple?
O AirTag Apple não possui um sistema avançado de GPS como os localizadores de pets. Ele utiliza a tecnologia ultrawideband (UWB) para rastreamento.
Essa tecnologia proporciona um bom desempenho dentro de um raio de 30 metros, principalmente quando o dono está próximo. Se o animal se distanciar, o UWB precisa se conectar com outros iPhones nas proximidades para mapear sua localização.
Isso significa que, à medida que o pet se aproxima de pessoas com smartphones da Apple, sua localização pode ser atualizada no iPhone do dono. Contudo, essa estratégia não é infalível, justamente por depender da presença de um iPhone de forma constante.
Recomendações e limitações
A própria Apple não recomenda o uso do AirTag para rastrear animais, apesar de reconhecer que ele pode ser útil ocasionalmente.
A justificativa é de que produto foi desenvolvido para localizar objetos, não seres vivos, o que limita sua eficácia nessa aplicação.
Um exemplar de AirTag Apple – Imagem: Wikimedia Commons/reprodução
Atenção à segurança
Para aqueles que ainda optam pelo uso do AirTag Apple, é crucial considerar a segurança do pet. O dispositivo possui uma bateria interna, o que pode representar um risco se for ingerido pelo animal.
Casos de cães que engoliram o AirTag preso à coleira são relatados, e baterias contêm substâncias tóxicas que precisam ser evitadas.
O ideal é que o AirTag seja integrado à coleira, não pendurado como um pingente. Existem coleiras especialmente projetadas para essa finalidade, além de acessórios que permitem fixar o AirTag de maneira segura. Priorizar a segurança do animal é sempre essencial.