Nos últimos anos, os controversos vapes ganharam grande popularidade entre pessoas de várias idades, atraindo desde adolescentes até idosos. Autoridades de todo o mundo, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, alertam para os riscos envolvendo esse produto.
Com sabores frutados gerados por dispositivos modernos, esses cigarros eletrônicos oferecem uma alternativa ao tradicional cigarro de tabaco. Contudo, a invenção do Vape-o-Gotchi traz uma perspectiva inesperada e provocativa ao universo dos cigarros eletrônicos.
Concebido por Rebecca Chun e Lucia Camacho, o Vape-o-Gotchi é um dispositivo que integra um Tamagotchi, o famoso bichinho virtual dos anos 90, a um vape.
A ideia surgiu durante um hackathon organizado pela Universidade de Nova Iorque, com a proposta de criar inovações absurdas. Embora não esteja à venda, o conceito fomenta discussões sobre o uso e a cultura dos vapes.
Protótipo de Vape-o-Gotchi – Imagem: Neoscope/divulgação
A criação do Vape-o-Gotchi
A premissa do Vape-o-Gotchi é simples: ao utilizar o vape, o usuário mantém o Tamagotchi, que vive no dispositivo, “vivo”.
Esta abordagem transforma o ritual do fumo em um jogo, onde a sobrevivência do bichinho depende das tragadas do usuário.
Inicialmente, a intenção era que o Tamagotchi morresse ao utilizar o vape, gerando um sentimento de culpa e o consequente abandono do vape. Mas a ideia evoluiu para este formato mais interativo.
De onde veio essa ideia?
Conforme citado anteriormente, Rebecca Chun, com experiência em redes sociais, e Lucia Camacho, especialista em hardware, uniram forças para materializar o projeto.
A ideia nasceu de publicações satíricas nas redes sociais sobre a junção de Tamagotchis e vapes. O desenvolvimento envolveu testar e ajustar componentes, com Lucia implementando as conexões entre o bichinho digital e o vape.
Xun e Camacho consideram expandir o projeto, melhorando sua durabilidade e estética. Elas cogitam disponibilizar a ideia para customizações por outras pessoas, embora a comercialização não seja uma prioridade.
Uma invenção que nos leva a refletir
Embora o Vape-o-Gotchi seja uma invenção lúdica, ele suscita preocupações legítimas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta sobre os riscos associados ao uso de vapes, incluindo a prevalência de doenças respiratórias e problemas de saúde mental.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, também aponta para possíveis danos ao desenvolvimento cerebral e cardiorrespiratório.
O resumo da ópera é que, com ou sem tamagotchi, o uso do vape não é indicado em hipótese alguma.